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Conheça a história da tatuagem ao longo dos séculos

Muito antes de imaginar corpos desenhados, a tatuagem já fazia parte do cotidiano de algumas sociedades, com diversos significados. Os primeiros registros datam de cerca de 3,3 mil anos antes de Cristo, quando curandeiros utilizavam carvão para realizar cortes e desenhos acreditando que isso restabeleceria a saúde dos habitantes de povoados na Europa.


De acordo com a National Geographic, por volta de mil anos depois, as mulheres egípcias desenhavam alguns traços abstratos e até mesmo representações da deusa da fertilidade e proteção dos lares, Bes. Depois de Cristo, os romanos foram os próximos a adornarem os corpos com desenhos. Entre as Cruzadas, nos séculos XI e XII, os soldados de Jerusalém eram identificados por tatuagens: se tivesse uma cruz, receberia um enterro cristão após sua morte em batalhas.


Segundo o Mega Curioso, foi no começo do século XVIII que as tatuagens começaram a ganhar maior espaço na sociedade, quando os marinheiros europeus tiveram contato com ilhas no Oceano Pacífico. Estes tinham nas tatuagens uma importante representação cultural. Alguns registros relatam que estes marinheiros passaram a utilizar suas iniciais para serem identificados caso algum acidente ocorresse no meio de suas viagens.


"A história da tatuagem é riquíssima, pois os desenhos já representavam diversas maneiras de expressão da humanidade", afirma Gastão Teixeira, tatuador do Rio de Janeiro que atende no estúdio ItattooClub. "O ser humano sempre teve a necessidade de mostrar ideias e até rituais com tinta na pele. Ainda hoje, notamos que isso ocorre com frequência", diz.


Em 1891, a primeira máquina elétrica de tatuar foi criada e patenteada por Samuel O’Reilly, marcando assim, uma geração que passou a utilizar os desenhos como uma forma de contracultura e protesto principalmente. Apesar do preconceito que perdurou por muito tempo, hoje a expressão da tatuagem se tornou mais comum e popular, sendo sinônimo de pessoas descoladas e antenadas as tendências da moda.


De acordo com o instituto alemão Dalia, cerca de 38% da população mundial conta com algum tipo de tatuagem no corpo. O Brasil está na oitava colocação do ranking de pessoas com desenhos na pele.


Recentemente, os artistas têm ganhado mais espaço para criar novas técnicas e representações no mundo das tattoos. Entre desenhos coloridos, finelines e aquarelas, o gosto dos clientes é o que dita a tendência da vez, de acordo com Daniel Couto, proprietário do ITattoClub, estúdio de tatuagem rotativo na região do Bela Vista, em São Paulo. "Hoje, os estúdios recebem clientes que querem se manifestar de alguma forma: homenageando algo ou alguém. E são diversas as maneiras de conquistar o resultado desejado. Por isso, aqui no ITattooClub, temos diversos profissionais especializados nas mais diferentes técnicas, assim, o cliente sairá muito mais satisfeito", diz o empresário.


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